
Nossa. Parece até que abandonei o Blog. Mais de uma semana sem postar nada. Não faltou inspiração. Faltou mesmo é tempo.
Tenho aproveitado minhas férias de forma diferente. Além de comer muito, dormir muito e *não* beber muito (sim, são 5 meses sem uma gota de álcool sequer), descobri novas formas de brincar de Lego, novas formas de passear e apreciar lugares conhecidos - como se não os conhecesse e estivesse fazendo a primeira visita -, novas filosofias de vida (passei um fim de semana em um hotel Hare Krishna, em Pindamonhangaba), fiz várias novas amizades, me tornei um agente
Brazucah, voltei a frequentar a Maratona Odeon, entre diversas outras coisas (nenhuma desinteressante, mas que não cabe aqui enumerar).
Você já reparou que adoro introduções meio desconexas, não é? Então vamos ao que interessa: o que me fez sentar na frente do PC hoje e bolar um texto para o Proibido Proibir, foi um acontecimento no mínimo peculiar, que muito tem a ver com a profissão que escolhi seguir.
No Jornalismo, um fator é essencial para se veicular uma notícia (seja em que mídia for, inclusive o Twitter), é a devida apuração do fato. A tecnologia e as ferramentas virtuais que temos à disposição podem ser usadas como agregadoras de conhecimento. Isso faz com que tenhamos uma nova geração cada vez mais independente e autodidata.
Mas, esse conhecimento traz consigo a hipervelocidade de troca de informações e experiências virtuais (tudo em tempo real), e uma espécie de ânsia, provocada justamente por essa tecnologia e pelo desejo de autoexposição que só ela pode proporcionar (ou não). Um desejo que, quando recompensado por algum acontecimento extraordinário, não dura mais do que 15 apoteóticos minutos de fama cibernética, em sua grande maioria, ou 140 caracteres sobrenaturais, que vão embora junto com o vento do esquecimento.
Soubemos das manifestações populares e das consequentes truculências governamentais que aconteceram recentemente no Irã, e ainda reverberam, não pelos mais de 600 jornalistas que estavam lá cobrindo a reeleição de um presidente ultraconservador. Mas por cidadãos, munidos de celulares com câmera fotográfica e contas no Twitter e Blogs.
O que levou ao debate provocado por esta afirmação: a notícia existe por si só. Afirmação que é falha, por ignorar que é necessário, ao menos, uma testemunha ocular que possa veicular a notícia, para assim, sim, ela existir. Acontece que o Twitter, como caso de análise específico, preza pela velocidade. Se você não lançar sua informação rapidamente, outros o farão. Por que, às vezes, gigantes empresas, como a ABC, a CNN ou a CBS perdem para twitteiros anônimos?
Porque elas apuram a notícia, antes de publicá-la. E isso, às vezes, leva tempo. Dei exemplos genéricos de veículos de comunicação. Como grandes empresas muitas vezes estão mais preocupadas com o lucro do que com a ética (o que não deveria acontecer), não posso afirmar com certeza se as citadas lançam mão deste recurso. Apesar de querer acreditar que sim.
Existem dois pontos de vista interessantes sobre o Twitter: José Saramago diz que os 140 caracteres levarão o ser humano à linguagem do grunhido. Cada vez mais a síntese está substituindo o poder da rica explanação. Por outro lado, há quem diga que a evolução da informação, neste panorama, está justamente na síntese. Que os 140 caracteres são suficientes para circular uma notícia, que irá competir com inúmeras outras, diariamente. Que só assim a quantidade ilimitada de mensagens pode coexistir pacificamente.
Para mim, só existia um David Gilmour. O genial compositor, cantor e guitarrista, ex-membro do Pink Floyd. Soube do lançamento do livro Clube do Filme, que conta uma história real super interessante: pai vê o filho de 15 anos ir de mal a pior nos estudos e propõe que ele abandone a escola, desde que vejam juntos 3 filmes por semana, escolhidos pelo pai.
Só pela história, compraria o livro. Realmente, o comprei. Mas só vou ler depois que terminar Todos os Nomes, do Saramago. Mas, o que me levou a só citá-lo agora, após o discurso acima, foi o seguinte: vários twitteiros e blogueiros afirmaram que o livro foi escrito pelo David Gilmour, o genial compositor, cantor e guitarrista, ex-membro do Pink Floyd.
Na verdade, foi escrito por outro David Gilmour: um crítico de cinema canadense. Ou seja, existem 2 David Gilmour`s. A má apuração, ou a falta dela, deve ter provocado a decepção de vários admiradores do artista.
Eu não visitarei mais vários Blogs e parei de seguir alguns twitteiros, por isso. Mas, a vontade de ler o livro, apesar de não ser do David Gilmour, o genial compositor, cantor e guitarrista, ex-membro do Pink Floyd, não passou. O que me chamou a atenção foi a história do livro.
O David Gilmour, crítico de cinema canadense, esteve na Travessa do Barra Shopping, com seu filho, para uma palestra. Tive a oportunidade de exercitar meu inglês, ao trocar umas palavras com eles, após a palestra (conduzida de forma sonolenta). Eles são legais. E cinéfilos, como eu.